Congressistas querem eliminar custos supérfluos

O presidente do comité de Supervisão e Reforma Administrativa da Câmara dos Representantes, o republicano Darrell Issa, pediu sexta-feira a 17 agências federais que identifiquem "programas desnecessários" para eliminar, em alternativa aos cortes orçamentais automáticos, pouco antes de ser anunciada a entrada em vigor desta última medida.

Em cartas enviadas às 17 agências federais, Issa pediu a identificação de "programas desnecessários ou que desperdicem dinheiro" em cada uma, como parte de um esforço para acabar com gastos federais "sem disciplina e insustentáveis".

Issa pediu reduções em programas federais "não essenciais", depois de considerar que a alternativa pretendida pelo Presidente norte-americano, Barack Obama, o aumento dos impostos sobre os mais ricos, não é a solução para evitar os cortes automáticos na despesa pública.

As cartas incluem a identificação de centenas de casos de duplicação de gastos, que o comité dirigido por Issa recebeu como exemplo de cortes que se poderiam concretizar a curto prazo para reduzir a despesa pública em 85 mil milhões de dólares.

Os cortes automáticos entrarão em vigor 05:00 de Lisboa (00:00 em Washington), depois de os líderes políticos não terem chegado a um acordo de última hora.Pouco antes das 02:00 de Lisboa, Barack Obama assinava o decreto que permitia a aplicação daquelas medidas.

Os cortes vão afetar a área de Defesa, mas também os serviços públicos nos aeroportos, vigilância nas fronteiras e um amplo conjunto de serviços sociais, nas áreas da educação e assistência.

O republicano, eleito pelo Estado da Califórnia, fez o pedido a todos os departamentos que integram o gabinete de Obama, incluindo os de Estado, Defesa, Tesouro, Segurança Nacional, Justiça, Trabalho, Energia, Educação, Transportes e Assuntos de Veteranos.

O comité vai realizar a primeira de várias audiências sobre recomendações adicionais para cortar a despesa pública na terça-feira, centrada nas áreas de educação e transportes.

Horas antes, Barack Obama acusara os seus adversários republicanos de serem responsáveis pelos "estúpidos" cortes orçamentais que entraram em vigor e que implicam um aumento do desemprego e um impacto negativo na economia.

Num discurso na sala de imprensa da Casa Branca, alguns minutos após uma inconclusiva reunião com os dirigentes republicanos e democratas do Congresso, Obama considerou que estes cortes "não eram necessários".

O Presidente norte-americano precisou que os cortes na despesa pública vão implicar 750 mil despedimentos e a redução de meio ponto percentual no crescimento da economia nacional.

"Quanto mais tempo os cortes [orçamentais] permanecerem em vigor, maior será o prejuízo para a nossa economia", advertiu o Presidente.

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