Chuck Hagel retratou-se de comentário homosexual

O ex-senador republicano Chuck Hagel, cujo nome é um dos indicados para Secretário da Defesa dos Estados Unidos, retratou-se sexta-feira de um comentário que fez em 1998 depois da nomeação de um embaixador assumidamente homossexual.

Hagel referiu-se ao diplomata James C Hormel como um homem "aberto e agressivamente gay" depois do então presidente democrata Bill, Clinton o nomear embaixador no Luxemburgo.

Numa entrevista ao "The Omaha World-Herald" disse ainda que ser embaixador é um posto "sensível".

Ser embaixador representa é o "nosso estilo de vida, os nossos valores, as nossas normas e creio que ser homossexual é um fator de inibição para fazer um trabalho eficaz", argumentou.

Num breve comunicado, Hagel reconheceu esta sexta-feira que os seus comentários forma "insensíveis" e sublinhou que não refletiam os seus pontos de vista.

"Peço desculpas ao embaixador Hormel e a qualquer LGBT norte-americano (lésbicas, homossexuais, bissexuais e transexuais) que possa questionar o meu compromisso com os direitos civis", acrescentou agora.

O ex-senador disse ainda que apoia "totalmente" que os homossexuais possam servir abertamente nas Forças Armadas e assegurou que está "comprometido com as famílias militares LGTB".

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.