Casa Branca confia nas negociações no Senado

A Casa Branca indicou hoje confiar no "potencial" das negociações que decorrem entre republicanos e democratas no Senado que ponha termo à paralisação do governo e evite a suspensão dos pagamentos aos funcionários do Estado na quinta-feira.

O porta-voz presidencial, Jay Carney, reconheceu que o tempo é decisivo por apenas faltarem dois dias para a data anunciada pelo Departamento do Tesouro a partir da qual a administração da Casa Branca ficará numa situação de rutura financeira.

"Julgamos que existe potencial para garantir uma resolução que termine com esta crise fabricada e desnecessária", insistiu o porta-voz em conferência de imprensa, numa referência às negociações entre os líderes da câmara alta.

"O Presidente está satisfeito com o progresso que temos visto no Senado. É importante ter em conta que o processo que decorreu no Senado é da responsabilidade dos dois partidos" e está a ser conduzido pelos "senadores (Harry) Reid e (Mitch) McConnell", sublinhou.

Carney recusou entrar em pormenores sobre o ponto das negociações entre Reid, democrata pelo Nevada, e McConnell, republicano pelo Kentucky.

O porta-voz desejou ainda que os republicanos entendam a "gravidade" da situação e avancem com uma solução atempada, e após terem tentado sem sucesso avançar com o seu próprio projeto.

O Presidente Barack Obama recebe hoje a líder da minoria democrata, Nancy Pelosi, e diversos deputados democratas na Casa Branca, para insistir na necessidade de aprovar por unanimidade a proposta do Senado, caos seja remetida para a Câmara dos representantes.

Neste contexto, Reid advertiu que as agências de notação financeira poderão baixar a nota a primeira economia do mundo ainda esta noite, caso não seja alcançado um acordo para elevar o teto de endividamento.

Numa intervenção na Câmara alta, o líder dos democratas disse que "as agências de notação estão a falar em baixar a qualidade da dívida norte-americana durante esta noite".

Em agosto de 2011 a agência Standard&Poor's baixou pela primeira na sua história a classificação dos Estados Unidos de AAA, a mais elevada, para AA+, o nível inferior, devido ao desacordo até à última hora para elevar o teto do endividamento nesse verão.

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