BP quer recuperar verbas por derrame de petróleo

Petrolífera contesta valores das indemnizações e argumenta que muitos prejuízos foram "inflacionados" ou são fictícios.

A petrolífera BP pediu à justiça americana para obrigar os indemnizados pelo acidente da plataforma Deepwater Horizon , sucedido em dezembro de 2010 no Golfo do México, que devolvam as verbas pagas ao abrigo de um método de cálculo que veio a ser alterado em tribunal de recurso.

Com sede em Londres, a BP argumenta que muitas das indemnizações foram pagas antes do tribunal, que apreciava o caso, ter estabelecido novas regras para os acordos referentes aos efeitos do derrame de petróleo em vários negócios. O derrame resultou da explosão a 20 de abril de 2010 da plataforma operada pela BP, mas propriedade de uma outra empresa, a Transocean. A Deepwater Horizon acabou por se afundar, originando derramamento e formação de uma mancha de petróleo, com um valor estimado em mais de 500 toneladas. A mancha afetou, principalmente, as costas da Luisiana, Mississípi e a Florida.

Para a BP, está-se perante uma situação de "enriquecimento injusto". A petrolífera, um dos gigantes da indústria, pede ainda juros sobre os valores indevidamente pagos e parte das despesas que teve com a sua equipa jurídica no caso. A ação deu entrada no tribunal de Nova Orleães e segue-se a uma longa batalha jurídica em que a empresa contestou o acordo alcançado em 2012 com particulares e empresas que se consideravam lesados pelo derrame de petróleo.

A petrolífera pretende ainda que as pessoas ou empresas indemnizadas não possam utilizar as verbas pagas até o tribunal decidir se aceita recalcular o seu valor, ou não.

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