Bolívia lamenta incidente em avião brasileiro em 2011

A Bolívia lamentou hoje o incidente ocorrido em 2011 com o avião que transportava o ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, inspecionado sem autorização numa viagem a La Paz por agentes antinarcóticos, e anunciou medidas "drásticas" para evitar novos "excessos".

"O Governo boliviano lamenta os incidentes ocorridos no segundo semestre de 2011 em ações do pessoal operativo da Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (FELCN) da Bolívia em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB)", indica um comunicado lido à imprensa pelo ministro da Defesa, Rubén Saavedra.

A nota acrescenta que "uma vez que o Ministério dos Negócios Estrangeiros conheceu estes factos, levou a cabo reuniões conjuntas com a Embaixada do Brasil" para "coordenar ações que permitiram felizmente superar estes incidentes", e que não foram reportados "episódios similares" desde então.

"O Governo boliviano adotará medidas drásticas contra excessos em aeroportos bolivianos que o pessoal operativo da FELCN possa cometer contra toda a pessoa nacional ou estrangeira", conclui o comunicado lido por Saavedra.

O ministro dos Negócios Estrangeiros brasileiro, António Patriota, mencionou o assunto na terça-feira, durante um encontro com jornalistas estrangeiros, em São Paulo.

A notícia, que segundo a imprensa foi mantida em segredo pelas autoridades brasileiras, surge no momento em que a comunidade internacional, em particular os Estados sul-americanos, entre os quais o Brasil, se solidarizaram com o Presidente boliviano, Evo Morales, cujo avião presidencial foi impedido de sobrevoar e aterrar em vários países da Europa, entre eles Portugal, Espanha, França e Itália.

A decisão dos países europeus foi tomada na presunção de que o Presidente boliviano viajava com o ex-técnico da CIA Edward Snowden, procurado pelos Estados Unidos da América por alegada espionagem.

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