Boehner critica Obama por não querer negociar orçamento

O líder republicano da Câmara dos Representantes, John Boehner, criticou o Presidente Barack Obama e os democratas por não quererem negociar sobre o orçamento, à saída de uma reunião na Casa Branca.

Na tarde do segundo dia de paralisação do governo federal, Boehner disse que o encontro com Obama decorreu num "tom cordial" mas constatou a persistência do desacordo com os democratas.

"O Presidente repetiu novamente que não queria negociar", queixou-se o republicano. O seu partido quer reduzir o financiamento do programa de reforma de saúde de Obama - o chamado Obamacare - em troca da promulgação do orçamento federal.

Falando antes de Boehner, o chefe da maioria democrata no Senado, Harry Reid, excluiu qualquer cedência neste assunto.

Entre as atividades governamentais suspensas ou encerradas estão os serviços que garantem aos idosos e crianças acesso a alimentação e refeições, canais de comunicação, como centros de atendimento telefónico e escritórios, aos veteranos de guerra dos seus direitos, todos os parques nacionais e monumentos, como Yosemite ou o Smithsonian, passando pela Estátua da Liberdade.

Estão ainda afetadas investigações sobre doenças ameaçadoras da vida e outras, inscrição de doentes para testes clínicos nos institutos de saúde e a proteção do consumidor, que se estende da segurança dos produtos para bebés aos produtos financeiros, passando pelos resíduos.

Por outro lado, centenas de milhares de funcionários públicos colocados na luta antiterrorista, controlo fronteiriço, inspeção alimentar ou segurança do transporte aéreo continuam a trabalhar, mas deixam de receber, enquanto outras centenas de milhares são colocados em casa sem receber.

A Câmara dos Representates, dominada pelos republicanos, adotou ontem medidas para reabrir alguns serviços do Estado federal, cujo encerramento começa a provocar escândalo - relacionados com os Institutos Nacionais de Saúde e os parques e monumentos nacionais. Contudo, Obama ameaça vetar o projeto.

O plano é o quinto apresentado desde sábado pelos republicanos, que enfrentam a negativa do Senado, onde a maioria democrata defende uma lei de finanças que cubra o total do estado federal e não "às parcelas".

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