Alerta sobre variante mortífera de bactéria hospitalar

Uma variante mortífera de uma bactéria de tratamento muito difícil está a propagar-se nas unidades hospitalares dos Estados Unidos, colocando em risco os doentes mais vulneráveis, referiu hoje um relatório oficial.

Responsáveis dos serviços de saúde referiram que a bactéria se tem mostrado particularmente resistente ao tratamento com antibióticos, tornando impossível a cura de diversas infeções.

Cerca de metade de todos os pacientes com infeções sanguíneas já morreram, revelaram os responsáveis oficiais.

O relatório sobre a bactéria mortal -- "carbapenem-resistant enterobacteriaceae" (CRE) -- foi realizado pela Vital Signs, uma publicação dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDCP) dos Estados Unidos.

"O CRE é uma bactéria aterradora. Os nossos antibióticos mais potentes não surtem efeito, e os doentes ficam potencialmente expostos a infeções sem tratamento", disse o diretor do CDC, Tom Frieden.

As "enterobacteriaceae" são uma família de mais de 70 bactérias, incluindo a E. coli, que normalmente se aloja no sistema digestivo.

Ao longo dos anos, algumas das bactérias tornaram-se resistentes a antibióticos conhecidos por carbapenems -- geralmente associados aos medicamentos mais recentes para o tratamento de bactérias.

Os responsáveis oficiais admitem ainda que, em determinadas circunstâncias, a bactéria foi transmitida pelo próprio pessoal médico e auxiliar, provocando infeções potencialmente mortais aos doentes com a saúde fragilizada, e mesmo a pessoas saudáveis.

As pessoas que estão a receber "tratamento médico significativo" nos hospitais foram identificadas como o grupo em maior risco, para além dos idosos colocados em lares de terceira idade ou dos doentes crónicos.

A Vital Signs refere que quase 200 hospitais e outros centros hospitalares trataram pelo menos um doente infetado com esta bactéria durante a primeira metade de 2012.

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