Adiada morte de homem que atirou sobre Larry Flynt

Um juiz americano decidiu, no último minuto, adiar a sentença de morte do homem que deixou o produtor de filmes pornográficos Larry Flynt paraplégico, invocando o risco de sofrimento inútil que provoca o produto mortal que é injetado.

Joseph Paul Franklin, assassino em série que atirou sobre Larry Flynt em 1978, deveria ter sido executado na noite de terça para quarta-feira pela morte de outro homem. No entanto, um juiz do Missouri, Nanette Laughrey, deu-lhe um perdão, segundo a CNN e outros meios de comunicação norte-americanos, citado pela AFP.

Laughrey considerou que o pentobarbital que deveria ser utilizado apresenta um risco de "sofrimento inútil".

Franklin, motivado por convicções racistas, foi condenado em 1977 pela morte de Gerald Gordon no Missouri. Foi também considerado culpado da morte de dois negros no Utah, um casal misto no Wisconsin e de um atentado a uma sinagoga no Tennessee.

Atirou sobre Larry Flynt quando este se preparava para responder em tribunal por obscenidades.

O produtor de filmes pornográficos instou os juízes a não executarem Franklin, numa carta publicada no Hollywood Reporter. "Na minha opinião, a única motivação atrás da pena de morte é a vingança e não a justiça. E penso que um governo que proíbe a morte entre os seus cidadãos não deve estar entre os que matam", escreveu.

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