EUA acusam Rússia de minar a ordem internacional

Em causa está o apoio russo aos rebeldes no leste da Ucrânia.

O Governo dos EUA acusou hoje o de Moscovo de "minar a ordem internacional", ao apoiar os rebeldes no leste da Ucrânia, na que foi uma das mais fortes das suas críticas ao regime do presidente Vladimir Putin.

A Alemanha e a França também exigiram o "respeito total" de uma trégua em desagregação na Ucrânia, mas aquela exigência parece irreal perante a celebração pelos rebeldes pró russos de uma vitória na batalha pela cidade estratégica de Debaltseve.

"O continuado apoio da Rússia aos permanentes ataques separatistas em violação do cessar-fogo no leste da Ucrânia está a minar a diplomacia internacional e as instituições multilaterais -- a fundação da nossa ordem global moderna", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki.

Esta dirigente insistiu que o acordo de cessar-fogo, conseguido na capital bielorrussa em setembro e renovado na semana passada, era "a base para uma resolução durável" sobre o leste da Ucrânia.

"Apelamos à Rússia que honre os seus compromissos imediatamente com ações decisivas, antes de vermos mais cidades destruídas e mais vidas perdidas no leste da Ucrânia", adiantou Psaki.

A União Europeia, os EUA e a Ucrânia acusam os russos de estarem por trás das hostilidades. Moscovo nega qualquer apoio direto aos rebeldes.

Um cessar-fogo recente deveria ter entrado em vigor no domingo passado, mas a Ucrânia e os EUA denunciaram violações repetidas ao acordado, incluindo a conquista de Debaltseve.

"Ao não se comportarem conforme o acordo que assinaram, ao continuarem a apoiar e intervir ilegalmente na Ucrânia (...) eles estão a violar as normas internacionais e a lei internacional", disse Psaki, referindo-se à Rússia.

Acrescentou que Washington estava em contacto com a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) -- a entidade internacional encarregada da monitorização do cessar-fogo na Ucrânia -- para ver que ajuda extra os EUA podem fornecer.

"O nosso objetivo é garantir que estão bem equipados para desempenharem as suas tarefas, incluindo a monitorização e aplicação do cessar-fogo, e monitorar a fronteira entre a Ucrânia e a Rússia", adiantou Psaki.

O mandado da OSCE dura até março e a organização tem 500 monitores no terreno.

Mas Psaki renovou a expressão da frustração por os rebeldes terem impedido o acesso dos monitores a muitas áreas.

"Todos nós gostaríamos de ter mais visibilidade sobre o que se está a passar no terreno", disse.

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