Estudo revela que comunidade LGBT vive cheia de medos

Isolamento e discriminação afetam comunidade LGBT - Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgéneros. Este é o resultado de um inquérito realizado a 93 mil pessoas residentes na UE e na Croácia.

Os dados recolhidos refletem as experiências de pessoas LGBT, com 18 ou mais anos, que responderam ao questionário. Aos inquiridos foram feitas perguntas sobre as suas experiências de discriminação, violência e assédio no local de trabalho, na escola, nos locais de prestação de cuidados de saúde, nos serviços sociais e em locais públicos, como cafés e restaurantes, bancos e lojas.

Cerca de metade dos inquiridos afirmou ter-se sentido pessoalmente discriminada ou assediada devido à sua orientação sexual. Um em cada cinco dos inquiridos que esteve empregado e/ou à procura de emprego no ano anterior ao inquérito sentiu-se discriminado nessas situações. No caso dos inquiridos transexuais, esta proporção sobe para um em cada três. Um terço dos inquiridos afirmou sentir-se pessoalmente discriminado devido ao facto de ser LGBT em, pelo menos, uma das seguintes áreas: habitação, cuidados de saúde, ensino, serviços sociais e acesso a bens e serviços.

Na escola, dois em cada três inquiridos ocultam ou dissimulam o facto de serem LGBT. Pelo menos 60% foram pessoalmente alvo de comentários ou comportamentos negativos, enquanto mais de 80% em todos os Estados membros se recordam de os jovens LGBT serem alvo de comentários negativos ou intimidação.

Das pessoas que responderam ao inquérito, 26% disseram que já foram atacadas ou ameaçadas com violência nos últimos cinco anos. Dois terços dos afirmaram ter medo de andar de mãos dadas em público com um parceiro do mesmo sexo. No caso dos homens gays e bissexuais, a percentagem sobe para três quartos dos inquiridos.

De todos os grupos de inquiridos, os transexuais foram os que afirmaram com maior frequência terem-se sentido discriminados ou terem sido vítimas de violência. Cerca de 3 em cada 10 transexuais inquiridos afirmaram ter sido vítimas de violência ou de ameaças de violência por mais de três vezes no ano anterior ao inquérito.

Por todas estas razões e muitas mais, várias pessoas não revelam serem LGBT nem denunciam às autoridades as discriminações de que são frequentemente alvo. Assim, se 48 % das pessoas LGBT revelam esse facto à família, 28 % não o revelam a ninguém ou apenas a um círculo restrito de amigos. Só 21 % o revelam aos seus colegas de trabalho ou de escola.

Uma proporção elevada de casos de discriminação e de crimes de ódio não é participada às autoridades, apesar de 56% dos inquiridos saberem da existência de legislação que proíbe a discriminação em razão da orientação sexual ou da identidade de género. Metade das vítimas considerou que a polícia nada faria.

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