Erupção no Fogo volta a intensificar-se

Lava atingiu mais uma zona da povoação da Portela e a equipa de segurança foi evacuada

"Houve um incremento do fluxo da lava surgida do canal onde estava confinada, indiciando que havia uma forte possibilidade que a situação viesse a acontecer", recordou.

O Governo cabo-verdiano, que assumiu agora, 14 dias após o início das erupções vulcânicas, a divulgação da informação técnica e científica sobre o vulcão, acrescenta ainda que foi dada ordem de "proibição" total de acesso a toda a zona de Chã das Caldeiras.

Os quase 1.500 habitantes de Portela e de Bangaeira, a outra localidade de Chã das Caldeiras, já foram todos evacuados, estando 850 deles alojados nos três centros de acolhimento criados em Achada Furna (sul da ilha) e Monte Grande e Mosteiros (norte)

Chã das Caldeiras é um vasto planalto que serve de base aos vários cones vulcânicos da ilha do Fogo.

Desde 23 de novembro, e até hoje, a lava soterrou a metade norte de Portela, a sede do Parque Natural do Fogo, inaugurada em março deste ano, dois hotéis, uma escola, mais de 30 habitações, cisternas, currais, casas de apoio à agricultura e uma extensa área agrícola e de pastorício, não havendo até agora vítimas a registar.

No entanto, os responsáveis do Serviço Nacional de Proteção Civil (SNPC) cabo-verdiano tinham insistido no perigo de um eventual agravamento da situação, sublinhando que, se tal acontecesse, o volume de lava poderá deixar Portela totalmente soterrada e, passada a povoação, atingir Bangaeira, já na encosta nordeste de Chã das Caldeiras.

Bangaeira situa-se num vasto vale com uma pequena inclinação, o que, salientam os mesmos responsáveis, permitirá aumentar a velocidade da lava.

Na descida para o mar (Portela e Bangaeira situam-se a pouco mais de 2.000 metros de altitude), no pior dos cenários, outra povoação, Relva, poderá ser atingida, tal como Mosteiros, a segunda maior localidade da ilha, tudo dependendo do rumo da torrente.

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