Enviado especial da Nações Unidas para o Iémen, Jamal Benomar, pede demissão

Benomar, um diplomata marroquino, era enviado especial de Ban Ki-moon para o Iémen desde 2012.

O mediador das Nações Unidas no Iémen, Jamal Benomar, apresentou a sua demissão, informou um responsável da ONU, numa altura em que uma coligação liderada pela Arábia Saudita bombardeia posições dos rebeldes xiitas 'huthis' há mais de três semanas.

Jamal Benomar "comunicou a sua vontade de deixar o cargo" de conselheiro especial do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, para o Iémen, disse à AFP, na quarta-feira, um responsável sob a condição de anonimato.

Benomar, um diplomata marroquino, era enviado especial de Ban Ki-moon para o Iémen desde 2012.

Os rebeldes xiitas e seus aliados, que conquistaram a capital, Sanaa, e várias regiões do norte e do oeste do Iémen, lançaram em março uma ofensiva sobre o sul, numa tentativa de tomar o controlo de todo o país.

Em reação, a 26 de março, a Arábia Saudita assumiu a liderança de uma coligação internacional que levou a cabo ataques aéreos contra os 'huthis' e respetivos aliados.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, esta terça-feira, uma resolução que impõe um embargo de armas às milícias xiitas 'huthis' do Iémen e exige a retirada do território que conquistaram.

Catorze dos 15 países membros do conselho votaram a favor e a Rússia absteve-se.

As sanções determinam também o congelamento dos bens e a proibição de viajar para o chefe das milícias Abdel Malek al-Huthi e para Ahmed Ali Abdallah Saleh, o filho mais velho do ex-presidente iemenita Ali Abdallah Saleh, apoiante dos xiitas.

A resolução, elaborada pelos países do Golfo e patrocinada pela Jordânia, pede a "todas as partes" envolvidas no conflito para negociarem o mais breve possível o "fim rápido" das hostilidades, mas não impõe à coligação árabe que combate os 'huthis', apoiados pelo Irão, que suspenda os ataques aéreos que realiza há perto de três semanas.

Teerão propôs, também na terça-feira, um plano para pacificar o Iémen, que prevê um cessar-fogo seguido de negociações ajudadas por mediadores externos

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