Egito deteve 1500 refugiados sírios e expulsou-os

Mais de 1500 pessoas que tinham fugido da violência na Síria foram detidas durante semanas ou até meses no Egito, incluindo 250 crianças que estiveram presas com os pais, antes de terem sido expulsos, denunciou a Human Rights Watch (HRW).

De acordo com a organização de defesa dos direitos humanos, cerca de 300 pessoas continuam detidas "arbitrariamente" em celas nas esquadras de polícia "superpovoadas", incluindo 211 palestinianos vindos da Síria.

A maior parte das pessoas foram detidas quando procuravam migrar ilegalmente para a Europa através do Mediterrâneo.

Os sírios e os palestinianos tornaram-se no alvo das autoridades, depois de os militares terem destituído e detido o presidente islamita Mohamed Morsi, há quatro meses, iniciando a repressão sangrenta dos seus apoiantes.

O Governo interino acusa o Hamas palestiniano e uma parte dos rebeldes sírios de apoiar os Irmãos Muçulmanos, que estiveram por detrás da vitória de Morsi nas legislativas organizadas em finais de 2011.

As autoridades egípcias estabeleceram restrições à entrada dos sírios e dos palestinianos imediatamente após a destituição de Morsi, a 3 de julho.

A HRW acusa ainda o Egito de impedir que os refugiados, nomeadamente os palestinianos, de procurarem a proteção do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, violando assim a Convenção Internacional de 1951 sobre os direitos dos refugiados.

No Egito, os refugiados devem fazer face às condições de vida aterradoras e enfrentar a "xenofobiia crescente", lembrou a HWR.

Em outubro, as autoridades egípcias tinham desmentido acusações semelhantes da Amnistia Internacional, assegurando que os refugiados da Síria eram maltratados e detidos arbitrariamente no Egito.

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