Ébola obriga a cancelar festas de Natal e Ano Novo na Serra Leoa

As celebrações públicas do Natal e do Ano Novo estão proibidas este ano na Serra Leoa devido ao Ébola, anunciou o chefe do centro nacional de luta contra a epidemia (NERC), Palo Conteh.

Em declarações aos jornalistas, na sexta-feira, Conteh adiantou que serão destacados soldados para patrulharem as ruas e impedirem as festividades.

"Vamos garantir que toda a gente fica em casa para refletir sobre o Ébola", disse.

Embora o islão seja a religião dominante na Serra Leoa, mais de um quarto da população é cristã e as concentrações públicas e festas são comuns durante o período festivo.

Conteh não referiu datas exatas para a proibição ou eventuais exceções. Nos últimos recolheres obrigatórios a nível nacional, as pessoas eram autorizadas a sair para rezar e para tratar de "assuntos essenciais".

De acordo com os regulamentos de emergência seguidos atualmente no país, os bares e casas noturnas foram encerrados e as reuniões públicas estão proibidas, embora não exista qualquer limitação quanto ao trabalho ou ao vaguear.

Mais de 6.583 pessoas morreram e 18.188 foram contaminadas nos três países mais afetados da África Ocidental (Serra Leoa, Libéria e Guiné-Conacri), segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde divulgado na segunda-feira.

De acordo com o novo balanço da organização das Nações Unidas, com dados recolhidos até 10 de dezembro, a Serra Leoa tinha registado até essa data 8.069 casos e 1.899 mortos. No dia anterior, o balanço era de 8.014 casos e 1.857 mortos.

Na Libéria, que durante vários meses foi o país mais afetado pela epidemia, a propagação do vírus tem vindo a abrandar.

A 07 de dezembro, a Libéria contabilizava 3.222 vítimas mortais, em 7.765 casos. Dias antes, a 03 de dezembro, o país registava 7.710 casos, dos quais 3.177 foram mortais.

Na Guiné-Conacri, onde os primeiros sinais do atual surto surgiram em dezembro de 2013, foram registados, até à passada quarta-feira, 1.462 mortos, em 2.354 casos identificados.

Esta semana, a revista 'Time' considerou como figura do ano pessoas que têm lutado contra o ébola.

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