"É uma vitória dos países da Europa que lutam contra a austeridade"

Em Atenas houve fogo-de-artifício e milhares de pessoas festejaram nas ruas a vitória do Syriza. Tsipras prometeu negociar com os credores ao mesmo tempo que decretou o fim da troika.

Ao anúncio das primeiras sondagens à boca das urnas, um homem de impermeável vermelho salta, grita, põe-se de pé na cadeira, agita os panfletos, mexe no telemóvel. É o nervoso miudinho. "Votei no Syriza. Espero que mude as coisas na Grécia. E que a UE mude também. Com esta vitória, as pessoas nos outros países da Europa perceberão que, se querem mudar, o podem fazer. Queremos que aconteçam coisas realistas, podem ser pequenas, mas realistas", diz Yanni, médico de 55 anos que apoia a coligação radical de esquerda de Alexis Tsipras.

Na tenda montada pelo Syriza na Avenida Stadiou, no centro de Atenas, militantes e apoiantes misturam-se com dezenas de jornalistas, locais e estrangeiros, que ali acompanham os resultados. Havia mais de 900 acreditados. Oriundos de 45 países. O que ilustra a importância do evento. "Syriza e Podemos, venceremos", grita Yanni, desejando que o partido de Pablo Iglesias ganhe também, no final deste ano, as eleições legislativas em Espanha.

No fundo, a vitória do Syriza tem esse efeito, o de enviar uma onda de choque por toda a União Europeia, com especial enfoque nos países que também tiveram de pedir ajuda financeira à troika. Falta saber com que resultados concretos. Sobretudo a nível do que ele conseguirá negociar. Com os credores. Quanto aos mercados, o primeiro sinal veio da Ásia, logo ontem: o euro caiu.

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