"É claro" que o sistema de mísseis vinha da Rússia

O secretário de Estado norte-americano John Kerry denunciou a situação "grotesca" que se encontra no local onde o avião da Malaysia Airlines se despenhou, no leste da Ucrânia, e afirmou que "é claro" que o míssil veio da Rússia.

"É bastante claro que se tratou de um sistema que foi transferido da Rússia e entregue aos separatistas" ucranianos pró-russos, afirmou John Kerry numa entrevista à CNN.

Na NBC o chefe da diplomacia norte-americana disse que havia "provas circunstanciais extraordinárias" que apontam para a responsabilidade da Rússia e dos separatistas pró-russos, sem contudo os acusar diretamente de ter lançado o míssil. Comentou, no entanto que os Estados Unidos sabem qual a trajetória do míssil através das imagens de satélite e até a hora a que foi disparado, devido às trocas de mensagens dos separatistas intercetadas nas redes sociais.

"Sabemos com certeza que os ucranianos não têm um sistema deste tipo na área neste momento. Portanto, isso aponta claramente o dedo para os separatistas", referiu.

John Kerry defendeu ainda que o que se vive no local da tragédia, no leste da Ucrânia, é "realmente grotesco" e que é precisamente o oposto daquilo que o presidente russo, Vladimir Putin, disse que faria. O secretário de Estado referiu o caso de "separatistas bêbados a empilhar corpos em camiões e a roubar indícios do local".

O avião da Malaysia Airlines, que ligava Amesterdão a Kuala Lumpur com 298 pessoas a bordo, despenhou-se na quinta-feira, no leste da Ucrânia, depois de ter sido alegadamente atingido por um míssil.

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