Dilma Rousseff não vai hoje à TV com medo do do "panelaço"

Pela primeira vez desde que está no poder, presidente falha comunicação do 1.º de Maio. Enfrenta dissidências no partido e governo. Mas oposição também não se entende.

Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), uma força nascida do sindicalismo, não vai falar ao país hoje, no 1.º de Maio, na televisão. É a primeira vez, desde que foi eleita para o primeiro mandato, em 2010, que a presidente do Brasil abdica dessa comunicação. O núcleo político de Dilma, após reuniões no Palácio do Planalto nos últimos dias, decidiu-se apenas por uma declaração através das redes sociais. O motivo é simples: tem receio de novos protestos. Numa altura em que o país tenta controlar a inflação, com o banco central a aumentar ontem a taxa de juro de referência para o nível mais alto em seis anos: 13,25%.

No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, enquanto Dilma discursava na TV, ouviu-se um sonoro "panelaço", a versão brasileira do cacerolazo, forma de protesto comum nos países sul-americanos de língua espanhola. Durante os 16 minutos de comunicação, em pelo menos 12 capitais estaduais, parte da população brasileira foi para as janelas das suas casas bater em panelas para impedir que se ouvisse a presidente.

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