Dijsselbloem: Portugal "continua a precisar de trabalhar em reformas estruturais"

O presidente do Eurogrupo elogia a melhoria do "sentimento económico" em Portugal, mas frisa que o ímpeto reformista é para manter.

O presidente do Eurogrupo elogiou hoje a melhoria do "sentimento económico" e das "condições de financiamento" que Portugal alcançou. Mas, tal como Maria Luís Albuquerque afirmou na conferência desta terça-feira, em Cascais, também Jeroen Dijsselbloem defende que "as reformas" têm de continuar.

O holandês considera que só assim a zona euro conseguirá "melhorar a eficiência e a produtividade". Dijsselbloem, que falava perante os eurodeputados num diálogo no Parlamento Europeu, frisou que as condições, em Portugal, "continuam a melhorar".

"Em Portugal, o sentimento económico e as condições de financiamento continuaram a melhorar. As políticas orçamentais prudentes e o padrão das reformas tem continuado. A competitividade melhorou e a procura externa aumentou. E a estimativa da Comissão Europeia é para uma contínua recuperação gradual da economia e das finanças públicas, bem como da queda do desemprego", afirmou Jeroen Dijsselbloem.

O presidente do Eurogrupo considerou ainda que "a prudência orçamental tem de ser mantida para assegurar a estabilidade", frisando que tal "é o pré-requisito para o crescimento".

"Para alcançarmos um crescimento sustentável, continuamos a precisar de trabalhar em reformas estruturais, para melhorar a eficiência e a produtividade entre os nossos países. Investimentos produtivos são desesperadamente necessários, para tornar as nossas economias mais competitivas. A prudência orçamental têm de ser mantida para assegurar a estabilidade, que é o pré-requisito para o crescimento", afirmou.

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