Desabamento de teto em centro comercial faz 51 mortos

O número de mortos devido ao desabamento do teto de um supermercado na capital da Letónia subiu para 51, informaram ao início da noite as autoridades locais, citadas pela AFP.

(Atualizada às 20h15 com novo balanço)

O presidente da Câmara de Riga, Nils Usakovs, onde na quinta-feira desabou o teto de um supermercado de um centro comercial, atualizou para 51 o número de vítimas mortais do acidente, já considerado a a maior tragédia na Letónia, desde a independência, em 1991. Numa mensagem no Twitter, o autarca disse ainda que se encontram cinco pessoas sob os escombros.

Cerca de duas horas antes, quando o balanço oficial apontava para 49 vítimas mortais, Nils Usakovs estimara em 30 as pessoas que estariam soterradas.

"É muito provável que estejam mortas", afirmara à France Press. "Esperamos que ainda haja sobreviventes, mas 24 horas depois as probabilidades não são muito elevadas", acrescentou o autarca de Riga.

Os media locais informam que uma vítima conseguiu ligar para a filha a dizer que estava viva e um jornalista disse, durante uma ligação em direto com uma emissora de rádio local que tinha ouvido gritos sob os escombros.

As equipas de resgate trabalham para tentar libertar as pessoas que estão sob os escombros.

O anterior balanço, feito à hora de almoço, apontava para 45 vítimas mortais.

Até ao momento 38 pessoas deram entrada nos hospitais de Riga com ferimentos de gravidade diversa, incluindo vários traumatismos cranioencefálicos e da coluna vertebral. 22 continuam hospitalizadas.

Entre os mortos há pelo menos três membros das equipas de resgate, dissera algum tempo antes aos media locais a porta-voz do Ministério do Interior, Daiga Holma.

"A superfície das operações de resgate é extremamente ampla e os trabalhos de remoção dos escombros demoram muito tempo e requerem muito cuidado porque as estruturas derrubadas parecem um castelo de cartas. Levantar um bloco de cimento pode provocar a queda de outros", explicou à televisão letã a porta-voz dos serviços de resgate, Inga Vetere.

O edifício, construído há menos de dois anos, sofreu pelo menos dois desabamentos ao final da tarde de quinta-feira e foi no segundo que morreram os membros da equipa de resgate que já estavam no local da tragédia.

O chefe adjunto do Serviço Estatal de Bombeiros e Resgate, Normudn Plegermanis, afirmou durante a madrugada que a estrutura sofre novos derrubes periodicamente.

As autoridades municipais de Riga apontam as obras de ajardinamento na açoteia do centro comercial como uma das causas mais prováveis do desabamento, uma possibilidade que a polícia está a investigar e que foi rejeitada pela empresa construtora.

"Ainda não se pode dizer com toda a segurança qual foi a causa do derrube do teto do centro comercial 'Máxima', mas uma das causas da tragédia poderá ser o incumprimento das medidas de segurança durante os trabalhos" na açoteia, disse o chefe do departamento de Obras de Riga, Inguss Vircavs.

O funcionário da capital letã assegurou que todos os projetos da empresa de construção responsável pelo centro e pelas obras na açoteia serão inspecionados.

Segundo o ministro do Interior, Rihards Kozlovskis, um sinal de alarme soou numa das lojas do centro comercial meia hora antes do derrube.

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