Damasco só retirou do país menos de 5% das armas químicas

As autoridades sírias retiraram do país menos de cinco por cento do arsenal químico mais perigoso do regime de Damasco, afirmaram hoje fontes próximas da Organização para a Proibição das Armas Químicas, citadas pela agência France Press.

Até ao momento, apenas dois carregamentos de agentes químicos saíram do porto de Lattaquié [principal porto da Síria], a 07 e a 27 de janeiro, para serem destruídos no mar.

Uma fonte próxima da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) indicou que estes carregamentos representam "um pouco menos de 5%" da quantidade que deveria ter sido retirada até 31 de dezembro.

Segundo o plano de destruição das armas químicas sírias aprovado pelas Nações Unidas, a Síria já deveria ter retirado do país 700 toneladas de agentes químicos sensíveis, nomeadamente aqueles que entram na composição do gás mostrada e do gás sarin.

O mesmo plano refere que as autoridades sírias devem tirar do país, até ao próximo dia 05 de fevereiro, 500 toneladas adicionais de agentes químicos designados como "categoria 2".

"É quase certo que esta data não irá ser cumprida", disse à France Press uma fonte próxima do processo, cuja identidade não foi revelada.

Cerca de 120 toneladas de isopropanol, um composto usado para fabricar gás sarin mas que é usado também como solvente na indústria, devem ser destruídas na Síria até 01 de março.

De acordo com outra fonte contactada pela France Press, os diplomatas internacionais, reunidos na quinta-feira no conselho executivo da OPAQ, vão tentar "colocar pressão sobre os sírios, relembrando que eles assumiram compromissos".

No passado dia 08 de janeiro, a OPAQ exortou a Síria a intensificar os seus esforços, depois de Damasco ter admitido um atraso no processo de transporte dos agentes químicos mais perigosos.

Na altura, as autoridades sírias justificaram o atraso com condições meteorológicas desfavoráveis.

"As condições meteorológicas melhoraram ultimamente, assim sendo não podem utilizar esse argumento", disse hoje à France Press a mesma fonte.

O plano de desarmamento químico da Síria aprovado pela ONU prevê que todo o arsenal esteja destruído a 30 de junho deste ano.

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