Cuba libertou 53 presos "políticos"

O cumprimento desta parte do acordo com os EUA é um bom prenúncio para as negociações entre os dois países que começam a semana que vem, dizem os peritos.

Conforme o acordado com os Estados Unidos, Cuba libertou 53 prisioneiros que os EUA consideram presos políticos, garantem fontes oficiais do governo americano à agência Reuters. As mesmas fontes, que preferem o anonimato, consideram que o cumprimento deste compromisso por parte do governo cubano é um bom prenúncio para o diálogo entre os EUA e Cuba, que começa na próxima semana.

As fontes da Reuters não quiseram divulgar o nome dos presos libertados este fim de semana, mas garantem que a Casa Branca vai fornecer os nomes ao Congresso norte-americano, para que este os divulgue.

A libertação dos prisioneiros fazia parte do acordo histórico entre o presidente norte-americano Barack Obama e o presidente cubano Raul Castro, anunciado no dia 17 de dezembro.

As fontes da Reuters dizem que o governo americano tenciona continuar a pressionar Cuba para libertar mais prisioneiros. Cuba afirma que não há presos políticos no país, descrevendo os dissidentes nas suas prisões como "mercenários pagos pelos Estados Unidos".

"É um facto que há mais indivíduos de cujos casos falámos no passado", disse à Reuters uma das fontes. "Temos todas as expectativas de seguir em frente com esses casos no futuro. Vamos querer falar sobre outros indivíduos que poderão estar detidos em Cuba por exercerem os seus direitos universais".

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