Cristina Kirchner indiciada por encobrimento no atentado contra a AMIA

A investigação foi feita pelo procurador Alberto Nisman, encontrado morto quatro dias depois de apresentar as suas conclusões.

A presidente argentina, Cristina Kirchner, foi indiciada por encobrir o alegado envolvimento de cidadãos iranianos na investigação sobre o atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina, que fez 85 mortos em julho de 1994. O procurador responsável, Gerardo Pollicita, ainda não pediu para interrogar a presidente.

Kirchner tinha sido denunciada por Nisman, quatro dias antes de ser encontrado morto em casa com um tiro na cabeça, numa morte que está também a ser investigada. O procurador acusara Kirchner de entraves à Justiça, favorecendo a impunidade dos suspeitos iranianos, alegadamente em troca de favores económicos.

Tal como a presidente, foram também indiciados o ministro dos Negócios Estrangeiros, Héctor Timerman, o deputado Andrés Larroque, o dirigente kirchnerista Luis D'Elía e o líder da organização política Quebracho, Fernando Esteche.

Para 18 de fevereiro, quando se assinala um mês da morte de Nisman, está marcada uma marcha silenciosa de homenagem ao procurador.