Criança e mãe impedidas de entrar em escola no Reino Unido

Chegaram da Serra Leoa há uma semana e foram autorizados pelas autoridades a circular livremente no país. Porém, o receio dos pais de uma escola que poderiam contagiar os filhos com o vírus do ébola acabou por levar à suspensão da visita que contaria com a mãe o filho de nove anos.

Miriam Mason-Sesay é britânica e desde 2000 que vive na Serra Leoa. Como parte da função da instituição de solidariedade onde trabalha, costuma regressar duas vezes por ano ao seu país para tentar angariar dinheiro nos estabelecimentos de ensino britânicos para ajudar as escolas na África Ocidental. No entanto, uma visita a uma escola do condado de Manchester foi suspensa depois de alguns pais terem expressado a sua preocupação para com um possível contágio.

"O ébola não se esconde por detrás de cada arbusto", afirmou Miriam Mason-Sesay à Sky News. Realçou ainda que na Serra Leoa morreram 600 pessoas numa população de seis milhões e garantiu que não esteve em contacto com ninguém que tivesse sido infetado. Enquanto Miriam visitaria várias escolas, estava previsto que o filho, Kofi, estudasse numa escola em Stockport.

A diretora da escola que cancelou a visita, explicou à Sky News que foi contactada por muitos pais que pediram que Miriam e Kofi não fossem ao estabelecimento. Referiu que pensam que o ébola pode ser transmitido de formas que não são verdadeiras. Disse ainda que houve também muitos pais que não gostaram do cancelamento, precisamente por considerarem que contribuiu para a desinformação.

"É dececionante que essas pessoas pensem que eu colocaria em perigo as suas crianças daquela maneira e que iria a outras escolas se realmente houvesse algum risco", frisou Miriam Mason-Sesay.

A Serra Leoa é um dos países mais afetados com o surto de ébola na África Ocidental, juntamente com Libéria e Guiné Conacri. Já morreram mais de três mil pessoas.

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