São Paulo e Rio cancelam aumento dos transportes

São Paulo e Rio de Janeiro suspenderam o aumento dos preços dos transportes públicos, após dez dias de manifestações maciças nas ruas contra o aumento das tarifas, anunciaram os governadores Geraldo Alckmin, do Rio, e o presidente da Câmara de São Paulo, Eduardo Paes.

As autoridades de São Paulo revogaram o aumento de 3,00 para 3,20 reais (1,10 euros) nas tarifas dos autocarros, comboios e metropolitano, decretado no início de junho e que originou uma onda de protestos no Brasil.

O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito Fernando Haddad afirmaram que esta diminuição irá onerar o orçamento do estado e da cidade e prejudicar os investimentos.

Outras seis cidades brasileiras, entre as quais quatro capitais de estados, já haviam baixado as suas tarifas.

Os protestos começaram no início de junho, em São Paulo, exclusivamente contra a subida das tarifas dos transportes públicos, mas estenderam-se a outras cidades no Brasil e de outros países.

A repressão policial às manifestações motivou outras pessoas a protestarem pela paz e pelo direito de manifestação, bem como outras queixas, entre quais corrupção e a falta de transparência.

Em particular, as manifestações criticam os elevados gastos com a organização de eventos desportivos como o Mundial2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, em detrimento de outras áreas como a saúde e a educação.

Durante a tarde, um grupo de manifestantes entrou em confronto com a polícia junto ao estádio 'Arena do Castelão', em Fortaleza, no nordeste do Brasil, onde a seleção brasileira enfrentou hoje o México.

Os manifestantes atiraram pedras contra a polícia, que tenta impedir o acesso ao estádio de uma manifestação que reúne cerca de 5.000 pessoas, enquanto os agentes responderam com gás lacrimogéneo e balas de borracha.

De acordo com informações divulgadas pela agência AFP, pelo menos duas pessoas terão ficado feridas nos confrontos.

Os protestos estenderam-se ao interior do estádio, mas de forma traquila, com muitos torcedores da seleção brasileira a empunharem cartazes com mensagens contra o governo.

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