Renamo pede novo adiamento do recenseamento eleitoral

A Renamo, o principal partido da oposição em Moçambique, pediu um adiamento, por 10 dias, do início do recenseamento eleitoral para as eleições gerais, para permitir que o processo decorra com a presença dos representantes do movimento.

O arranque do recenseamento eleitoral para as eleições gerais (presidenciais e legislativas) de 15 de outubro, está marcado para sábado, depois de ter sido adiado pelo Governo moçambicano no último dia 30, no âmbito das negociações com a Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) sobre a revisão pontual da lei eleitoral.

As delegações do Governo e da Renamo concluíram na quinta-feira as discussões sobre a lei eleitoral, concordando com o aumento do número de representantes do principal partido da oposição na Comissão Nacional de Eleições (CNE).

As duas partes entenderam-se igualmente em relação à integração de representantes da Renamo no Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), órgão operativo dos processos eleitorais em Moçambique.

Os consensos alcançados entre o Governo e a Renamo estão ainda condicionados à aprovação pela Assembleia da República, órgão que inicia os seus trabalhos no próximo dia 19.

Em declarações à imprensa, o chefe da delegação da Renamo, Saimone Macuiana, disse que o seu partido pediu ao Governo o adiamanto do recenseamento eleitoral por 10 dias, para permitir que o processo se desenrole com a presença de representantes do seu partido.

"No nosso entendimento, é importante que o recenseamento se inicie com a presença de representantes da Renamo nos órgãos eleitorais", afirmou Macuiana.

Uma vez que o recenseamento eleitoral começa no sábado, o Conselho de Ministros, órgão que define a data do início do recenseamento, deve pronunciar-se ainda hoje sobre o pedido da Renamo.

O acordo que o Governo moçambicano e a Renamo alcançaram em torno da lei eleitoral marca um importante avanço nas negociações que as duas partes vêm mantendo com o objectivo de acabar com a crise política e militar que Moçambique atravessa.

Dezenas de pessoas morreram, centenas foram obrigadas a fugir das suas casas e a circulação no centro do país tem sido feita com restrições, devido a confrontos entre o exército moçambicano e homens armados da Renamo, na sequência do diferendo sobre a legislação eleitoral.

PMA // VM

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