Rei Momo já recebeu chaves do Rio de Janeiro

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, entregou hoje as chaves da cidade ao Rei Momo, personagem máxima do carnaval, marcando assim a abertura simbólica das festividades na cidade.

Conforme a tradição, com a posse das chaves, o rei Momo passa a ser a autoridade máxima da cidade até quarta-feira de cinzas, quando termina o carnaval.

À noite iniciam-se os desfiles das escolas de samba do "grupo de acesso" (espécie de subgrupo composto por escolas menores); enquanto os tradicionais grupos carnavalescos já tomaram as ruas da cidade desde o mês passado.

No domingo, será a vez das grandes escolas, que compõem o Grupo Especial, iniciarem os seus desfiles para competir pelo título de vencedora do carnaval 2013.

Como de costume, durante as apresentações, cada grupo conta uma história com fantasias, carros alegóricos e um samba-enredo que embala sua passagem, ajudando a exibir os feitos e méritos do homenageado do ano.

A vencedora do ano passado, Unidos da Tijuca, pretende conquistar mais uma vez a avenida com um samba-enredo sobre a história e cultura alemã, que começa com a chegada do Deus Thor e seguirá apresentando gnomos, elfos e dragões, numa referência direta à mitologia nórdica.

No âmbito nacional, as homenagens vão para o estado do Pará, na região norte do Brasil - cujas riquezas naturais e tradição indígena serão cantadas pela Imperatriz Leopoldinense -, e para a cidade de Cuiabá, capital do estado do Mato Grosso, homenageada pela tradicionalíssima Estação Primeira de Mangueira.

As terras férteis "onde tudo que se planta nasce", conforme descreveu Pero Vaz de Caminha na sua carta ao rei, também deram samba na escola Vila Isabel, cujo enredo deste ano é "Brasil Celeiro do Mundo".

Já a Grande Rio resolveu enveredar por temas mais políticos e levará ao Sambódromo este ano a defesa pela permanência dos royalties do petróleo no Estado do Rio de Janeiro.

A questão gerou forte polémica no país nos últimos anos quando esteve em discussão o projeto de lei que redistribuirá os royalties de maneira mais igualitária entre Estados produtores e não produtores.

Pelas ruas da cidade, estarão a desfilar a todo vapor os "blocos de rua" (grupos carnavalescos), considerados a parte mais democrática e espontânea da festa, pela qual não é preciso pagar para entrar.

Como tem ocorrido desde 2008, quando começou o processo de pacificação na cidade, muitas das comunidades antes dominadas pelo tráfico de drogas farão o seu próprio carnaval de rua, com previsão de atrair turistas e também moradores de outras áreas.

Segundo a secretaria de Turismo do Rio de Janeiro RioTur, a expectativa é que a grande festa atraia mais de 900 mil turistas, nacionais e estrangeiros, e movimente cerca de 628 milhões de reais (cerca de 125 milhões de euros).

Para garantir a segurança, mais de 14 mil polícias militares atuarão em todo o Estado.

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG