Para acabar com práticas como defecação ao ar livre

Um grupo de 80 ativistas angolanos vai integrar o projeto de educação ambiental "Angola Contente", que visa acabar com práticas antissociais, como a defecação ao ar livre, foi hoje anunciado em Luanda.

O projeto é uma parceria do Ministério do Ambiente, Universidade Católica de Angola e Associação dos Ecologistas e Ambientalistas de Angola (AEAA), que hoje assinaram um convénio de cooperação para a sua execução em comunidades de nove das 18 províncias de Angola.

No final da assinatura, a ministra do Ambiente de Angola, Fátima Jardim, saudou o projeto, realçando que os 80 ativistas vão estar em todo o país para, em seminários, palestras e conferências, sensibilizarem as comunidades para os efeitos negativos das queimadas, do lixo, da água contaminada, do defecar ao ar livre e da falta de arborização.

As campanhas de sensibilização serão produzidas nas línguas nacionais quimbundo, umbumdo e fiote.

"Vamos aqui expressar que não vamos intervir somente na língua oficial portuguesa, vamos intervir com línguas nacionais também, esse é o nosso objetivo. Vamos formar ativistas para melhor trabalharmos com as instituições de ensino", acrescentou a governante angolana.

Por seu turno, o reitor da Universidade Católica de Angola, padre Vicente Cacuchi, aplaudiu o projeto, que prevê atividades recreativas e culturais nas escolas, nas comunidades e nas igrejas, reuniões com líderes comunitários e grupos juvenis.

Vicente Cacuchi lembrou que "a higiene, o saneamento básico e o ambiente bem cuidado são em si mesmo condições favoráveis para um desenvolvimento sustentável", sendo a melhor via para isso "o envolvimento dos próprios citadinos no processo".

Em declarações à imprensa, o coordenador adjunto do projeto, Américo Fernando, disse que o "Angola Contente" tem a duração de quatro anos e será executado faseadamente, tendo a primeira a duração de um ano.

Os resultados esperados são a criação de dez grupos de 15 ativistas ambientais em cada uma das nove províncias, nomeadamente Cabinda, Luanda, Cuanza Norte e Cuanza Sul, Huambo, Namibe, Cunene, Moxico e Cuando Cubango.

Segundo Américo Fernando, os ativistas com formação académica em educação e serviço social têm a missão de aumentar a consciência ambiental nas comunidades, reduzir os focos de lixo e ajudar a melhorar o saneamento básico, bem como reduzir os casos de doenças decorrentes da falta de higiene coletiva e individual.

NME // VM

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