Oito "pequenos" candidatos à presidência do Brasil

Oito candidatos, considerados sem expressão eleitoral, concorrem à Presidência brasileira ao lado dos três que reúnem mais apoio e, consequentemente, maior expressão nas sondagens: a presidente Dilma Rousseff, a ambientalista Marina Silva, e o ex-senador Aécio Neves.

Os três principais totalizam mais de 80% das intenções de voto. Para conseguirem o seu espaço numa cena política com mais de 142 milhões de eleitores, os outros candidatos defendem bandeiras que vão desde a extrema-direita até à extrema-esquerda.

O quarto colocado nas sondagens é Everaldo Dias Pereira, conhecido como Pastor Everaldo, com margens de intenções de voto que não passaram ainda dos 3%. Membro do Partido Social Cristão (PSC), é um dos líderes da chamada bancada evangélica do congresso brasileiro e pastor da igreja Assembleia de Deus.

O pastor Everaldo defende o Estado mínimo, com a privatização de companhias estatais, inclusive a Petrobras. Outros candidatos à direita no espectro político, e já conhecidos do eleitor brasileiro, são o jornalista Levy Fidelix, do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), e o empresário José Maria Eymael, fundador do Partido Social Democrata Cristão (PSDC).

Fidelix, que este ano se aliou ao Partido Militar Brasileiro, é conhecido por defender o "aerotrem" - comboio sobre viadutos - desde meados dos anos 1990. Já Eymael, que concorre à Presidência pela quarta vez, defende o "compromisso com a família e os seus valores" e já sugeriu a criação do Ministério da Família. Ficou marcado por um 'jingle' de campanha dos anos 1990.

Pelo Partido Verde (PV), que em 2010 contou com a candidatura de Marina Silva, o representante é Eduardo Jorge, ex-membro do Partido dos Trabalhadores (PT, de centro-esquerda), e ex-secretário de executivos municipais, tanto do PT, como do seu maior opositor, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB, de centro-direita).

Eduardo Jorge defende a social-democracia, com a implantação do parlamentarismo, a legalização do aborto e da canábis, e uma menor intervenção do Estado na economia.

Os partidos de esquerda e extrema-esquerda têm quatro candidatos para as eleições de 05 outubro. A que mais se destaca nas sondagens é Luciana Genro, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), uma dissidência do PT formada durante o Governo de Lula da Silva. O PSOL defende o socialismo com democracia, como "princípio estratégico na superação da ordem capitalista".

O candidato do Partido Comunista Brasileiro (PCB), o historiador Mauro Iasi, defende que o Estado garanta gratuitamente a educação, transportes, habitação e saúde, e critica as parcerias público-privadas e o presidencialismo de coligação.

Outras candidaturas que defendem a rutura com o capitalismo são o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), que concorre com Zé Maria, apoiado por militantes de movimentos sindicais, estudantis e populares, e o Partido da Causa Operária (PCO), representado por Rui Costa Pimenta, com o objetivo de defender os trabalhadores da cidade e do campo.

A primeira volta das eleições presidenciais está marcada para 05 de outubro e, se nenhum candidato obter mais de 50% dos votos válidos, a segunda volta realiza-se três semanas depois, a 26 de outubro.

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