Ministro da Defesa vai discutir situação na Guiné-Bissau

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, vai ao Parlamento na próxima sexta-feira para discutir com os deputados a situação na Guiné-Bissau, numa reunião que será à porta fechada, disse à agência Lusa fonte parlamentar.

A audição de Aguiar-Branco com os deputados da comissão parlamentar de Defesa está marcada para as 9:00, antes do debate quinzenal com o primeiro-ministro.

No domingo passado, Portugal enviou para a zona da Guiné-Bissau três meios navais (a corveta Baptista de Andrade, a fragata Vasco da Gama e o navio abastecedor Bérrio) e duas aeronaves (um P3 Oríon e um Hércules C130) para a Ilha do Sal, em Cabo Verde, no âmbito da sua Força de Reação Imediata (FRI).

Os três navios chegaram à costa oeste africana apenas no final da semana passada e não existe qualquer previsão sobre uma operação de evacuação de cidadãos portugueses na Guiné-Bissau.

No sábado, o Conselho de Segurança das Nações Unidas ameaçou adotar sanções contra a Guiné-Bissau e admitiu o apoio, numa declaração divulgada em Nova Iorque, ao envio de uma força para o país.

"O Conselho mantém-se firme e preparado para considerar possíveis medidas incluindo sanções contra os responsáveis e apoiantes do golpe militar, caso a situação se mantenha", refere a declaração do Conselho de Segurança.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, exortou os revoltosos a "arrepiar caminho" e a retroceder.

"Esta é uma declaração que em termos essenciais marca uma posição muito clara da comunidade internacional e deve ser lida como tal por todas as entidades e personalidades na vida política da Guiné", afirmou Portas.

O ministro de Estado defendeu que "é tempo de voltar à normalidade" e "a um esforço para fazer um caminho de democracia que garanta paz e segurança".

"Aqueles que insistirem na violação da Constituição, na prisão do primeiro-ministro e do presidente, no rasgar dos boletins de voto, obviamente terão de responder pelos seus atos, poderão ser alvo de sanções e conduzem a Guiné-Bissau ao isolamento, aqueles que, pelo contrário, arrepiarem caminho a tempo e perceberem que não é aceitável para ninguém na comunidade internacional este comportamento creio que terão um tratamento diferente", assinalou.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG