Polícia do Rio segue três pistas sobre morte de coronel

Assalto, vingança ou eliminação de provas são as três pistas que a polícia do Rio de Janeiro está a seguir para encontrar o motivo da morte do coronel Paulo Malhães, um mês depois de este ter admitido o seu envolvimento em torturas durante a ditadura (1964-85).

Paulo Malhães, de 77 anos, foi o primeiro militar a fazer uma confissão do género no Brasil, único país da América Latina a nunca ter julgado os crimes da ditadura graças a uma lei de amnistia.

"Não afastamos qualquer hipótese. Sabemos que ele tinha testemunhado na Comissão Nacional de Verdade", sublinhou o comissário encarregue do caso, Fabio Salvadoretti, citado pelo diário O Globo.

A polícia federal vai agora prosseguir a investigação iniciada pela polícia civil.

Segundo o comissário Salvadoretti, o corpo de Malhães foi encontrado no chão, de barriga para baixo, com uma almofada em cima da cabeça e marcas no rosto e pescoço. Um cenário que deixa supor que tenha sido morto por asfixia. Dois computadores, joias, 700 reais (250 euros) e três armas que o militar colecionava foram roubados.

Três homens, um deles encapuzado, entraram na quinta-feira na residência do coronel, na zona rural de Nova Iguaçu, nos arredores do Rio de Janeiro, onde terão ficado durante cerca de oito horas, segundo declarações da viúva, Cristina Batista Malhães.

Os criminosos mantiveram o coronel, a mulher e os empregados destes reféns em dois quartos separados, antes de se porem em fuga.

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