Mais uma pessoa morta durante os protestos no Brasil

Uma funcionária da limpeza pública de Belém faleceu esta manhã após inalar gás lacrimogéneo durante as manifestações de quinta-feira, informa a imprensa brasileira, tornando-se a segunda vítima mortal desde o início dos protestos.

A vítima, uma mulher de 54 anos, trabalhava fazendo a limpeza noturna do centro de Belém, capital do estado do Pará, no nordeste brasileiro, quando os protestos se agravaram, gerando confrontos entre manifestantes e polícias.

Os funcionários terão tentado proteger-se escondidos dentro de um monumento turístico.

A Polícia Militar afirmou, em declarações à "Folha de São Paulo", que somente após um exames médicos poderá ser possível dizer se houve de facto responsabilidade da polícia na morte da mulher "gari".

Esta é a segunda morte registada devido aos protestos. Na quinta-feira, um jovem de 18 anos faleceu após ser atropelado por um carro que tentou cortar o bloqueio dos manifestantes na cidade de Ribeirão Preto, em São Paulo, em uma rua que estava fechada pelo protesto.

O condutor fugiu após o atropelamento, deixando ainda outras três pessoas feridas.

Os protestos começaram no início de junho em São Paulo, exclusivamente contra a subida das tarifas dos transportes públicos, mas estenderam-se a outras cidades no Brasil e de outros países.

A repressão policial às manifestações motivou outras pessoas a protestarem pela paz e pelo direito de manifestação, bem como outras queixas, entre quais corrupção e a falta de transparência.

Em particular, as manifestações criticam os elevados gastos com a organização de eventos desportivos como o Mundial2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, em detrimento de outras áreas como a saúde e a educação.

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