Governo timorense propõe Ramos-Horta como enviado da CPLP para Guiné-Bissau e Equatorial

O antigo Presidente de Timor-Leste José Ramos-Horta liderou entre janeiro de 2013 e fevereiro deste ano a Missão Integrada da ONU para a Guiné-Bissau.

O Governo de Timor-Leste anunciou hoje que propôs a nomeação de José Ramos-Horta como enviado especial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a Guiné-Bissau e Guiné Equatorial.

"Uma vez que Timor-Leste detém a presidência da CPLP, que as recomendações da Cimeira de julho sugerem o acompanhamento da situação nestes dois países e tendo já recebido acordo prévio por parte dos restantes países-membros da comunidade, o Conselho de Ministros decidiu propor ao Presidente da República a nomeação do Prémio Nobel da Paz José Ramos-Horta para assumir o cargo de Enviado Especial da CPLP para a Guiné-Bissau e para a Guiné Equatorial", refere o executivo timorense num comunicado hoje emitido.

O antigo Presidente de Timor-Leste José Ramos-Horta liderou entre janeiro de 2013 e fevereiro deste ano a Missão Integrada da ONU para a Guiné-Bissau.

"José Ramos-Horta é a proposta do Governo para assumir este cargo que é criado no âmbito da Presidência rotativa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) por parte de Timor-Leste", sublinha o documento, emitido na sequência da reunião extraordinária do Conselho de Ministros de segunda-feira passada.

Segundo o Governo timorense, a Guiné Equatorial integrou a CPLP em julho e "importa acompanhar o desenvolvimento social e político deste país, bem como prestar todo o apoio necessário ao novo membro, no seu processo de integração na comunidade".

"À Guiné-Bissau, país ao qual Timor-Leste tem vindo a prestar um especial apoio, importa continuar a acompanhar o ainda difícil processo de transição, e manutenção da paz social e política", acrescenta o governo timorense.

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.