Filha de Che Guevara desfila no Carnaval do Brasil

Aleida Guevara é a convidada de honra da escola Unidos da Ilha da Magia, de Florianopólis, e vai desfilar num carro alegórico em formato de tanque de guerra, segundo a 'Folha de São Paulo'.

A presença da filha de Che Guevara, o guerrilheiro argentino que foi morto em 1967, faz parte da homenagem que a escola faz à Revolução Cubana de 1959 no Carnaval deste ano. Aleida Guevara, de 50 anos, é médica em Cuba e chega hoje ao Brasil. O desfile será na madrugada de domingo.

"Com três anos de existência, a escola conquistou o vice-campeonato em 2010. Neste ano, 2500 pessoas vão desfilar pela agremiação, que terá três carros alegóricos e tripés com figuras como o herói da independência cubana José Martí (1853-1895) e os irmãos [Fidel e Raúl] Castro", escreve o jornal brasileiro.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

Premium

Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.