Fernando Haddad, do PT, eleito prefeito de São Paulo

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) às eleições municipais de São Paulo, Fernando Haddad, foi eleito hoje prefeito da cidade com 55,57 por cento dos votos válidos, após o apuramento de cem por cento das urnas.

addad, de 49 anos, disputou sua primeira eleição neste ano, após ser ministro da Educação durante o Governo de Luiz Inácio Lula da Silva e de ser escolhido pelo ex-presidente para a corrida à votação municipal.

Ex-professor da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, Haddad tem bacharelato em direito, mestrado em economia e doutoramento em filosofia.

Na política, foi assessor do Ministério do Planejamento e chefe de gabinete da Secretaria de Finanças de São Paulo.

O principal concorrente do candidato do PT, o economista José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), recebeu 44,43 por cento dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Tradicional líder político em São Paulo pelo PSDB, Serra, de 70 anos, foi prefeito da cidade e governador do estado de mesmo nome, além de deputado federal e senador.

Perdeu duas eleições para a administração municipal de São Paulo, em 1988 e em 1996, e outras duas para a Presidência do país, para o ex-presidente Lula da Silva, em 2002, e para a atual presidente Dilma Rousseff, em 2010.

Ao todo, 6,8 milhões de eleitores participaram da votação em um universo de 8,6 milhões de eleitores, tendo-se registado uma abstenção alta, de 19,9 por cento.

Somando-se as abstenções aos votos brancos e nulos, num país onde o voto é obrigatório, os eleitores que não escolheram um candidato chegaram a 31,59 por cento do total.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.