Começou o recenseamento eleitoral na Guiné-Bissau

O Governo de transição da Guiné-Bissau iniciou hoje o recenseamento eleitoral visando registar em 21 dias 800 mil potenciais eleitores com vista as eleições gerais marcadas para 16 de março do próximo ano.

O primeiro potencial eleitor a ser registado foi o Presidente de transição, Serifo Nhamadjo, que apelou à participação "de todos os guineenses" num processo que diz ser uma obrigação dos cidadãos.

O registo de Serifo Nhamadjo aconteceu no bairro militar, subúrbios de Bissau, mas decorreu com alguns percalços, já que os equipamentos comprados pelo Governo de Timor-Leste para o recenseamento não estavam montados quando o Presidente se apresentou para ser recenseado.

"Como podem ver é um equipamento novo. Uma nova experiência, tudo que é novo tem esses percalços na primeira fase, mas logo será dominado pelos nossos quadros nacionais", disse Nhamadjo.

Devido às dificuldades com os equipamentos o Presidente foi registado como primeiro eleitor mas saiu da mesa do recenseamento sem o seu cartão de eleitor uma vez que a máquina não estava a imprimir os cartões.

Um responsável do Ministério da Administração Territorial - que tutela o recenseamento - disse à Lusa que todos os problemas com os equipamentos do registo eleitoral serão ultrapassados nos próximos tempos.

Os equipamentos do recenseamento, computador, máquina fotográfica, leitor de impressão digital e 'scanner', foram comprados pelo Governo de Timor-Leste mas a execução está a cargo de técnicos guineenses.

"Temos que acompanhar a evolução tecnológica. No primeiro dia há sempre dificuldades", observou o presidente guineense que quer que tudo seja feito para que as eleições tenham lugar na data marcada, 16 de março de 2014.

Serifo Nhamadjo acredita que em 21 dias vai ser possível registar o número dos potenciais eleitores previstos pelo Governo para que as eleições possam ter lugar na data marcada.

"Essa data de 16 de março tem que ser cumprida, porque se não for cumprida haverá consequências muito graves", afirmou o Presidente guineense de transição.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.