Governo moçambicano acusa a Renamo de intransigência

O governo da Frelimo acusou hoje a Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, de "intransigência e intolerância" nas negociações que têm decorrido entre as duas partes desde abril, na capital do país.

Passadas 24 rondas de diálogo entre o governo da Frelimo e partido Renamo, em Maputo, ainda não há consenso entre as partes envolvidas, o que a grava o clima de insegurança e instabilidade que se sente principalmente na zona centro do país.

José Pacheco, Ministro da Agricultura e chefe da comissão eleita pelo Conselho de Ministros para as negociações, acusou a Renamo de não ceder e não apresentar coerência nas exigências.

De entre várias exigências, o caderno de revindicação da Renamo aborda principalmente pontos como a revisão da lei eleitoral e despartidarização do aparelho do Estado.

As negociações estiveram interrompidas durante um mês e hoje previa-se que voltassem a acontecer, mas a Renamo não se fez presente.

Para que as negociações retomem a Renamo exige observadores nacionais e intranacionais, no entanto, o governo da Frelimo aceita observadores nacionais e diz não ver necessidade do diálogo incluir observadores internacionais.

Moçambique vive um clima de instabilidade político-militar desde que as Forças Armadas de Defesa e Segurança (FADM) invadiram a 21 de outubro do corrente ano a base central da Renamo em Sandjundjira, no centro do país.

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