Governo diz desconhecer que moçambicanos tenham sido libertados por piratas somalis

O Governo moçambicano declarou hoje, terça-feira, desconhecer a presença de moçambicanos num grupo de 28 pessoas libertadas na sexta-feira por piratas somalis, oito meses após o sequestro do navio pesqueiro em que as vítimas seguiam.

A Missão da União Europeia contra a Pirataria é citada hoje pela imprensa a dar conta da libertação dos 28 tripulantes, incluindo "alguns moçambicanos, chineses e vietnamitas", que seguiam a bordo da embarcação, sequestrada em maio de 2010. Confrontado hoje pela imprensa em Maputo sobre essa notícia, o ministro moçambicano das Pescas, Victor Borges, disse que as autoridades moçambicanas não têm informações sobre o caso, além do que foi difundido pela comunicação social. "Até este momento não temos nenhuma informação sobre o caso, é uma notícia que também nós vimos pela imprensa. Naturalmente que a partir daí vamos trabalhar para entender o que se passa", afirmou Victor Borges, em conferência de imprensa de balanço da reunião semanal do Conselho de Ministros.

Mas o titular do pelouro das Pescas não descartou a hipótese de a informação ser verídica, considerando que "os piratas detém várias embarcações sob sua posse". "À medida que eles próprios decidem, vão libertando o que acham que devem libertar e foi o que sucedeu, a partir do momento em que foram libertados vamos procurar saber se há ou não moçambicanos", acrescentou. Sobre a situação dos 19 moçambicanos sequestrados a 27 de dezembro último ao largo de Moçambique, juntamente com três indonésios e dois espanhóis num navio pesqueiro, o ministro das Pescas de Moçambique disse que o seu governo, em articulação com os países de origem dos outros membros da tripulação, aguarda um contacto dos piratas.

"Neste momento estamos a seguir a prática, em que os próprios piratas fazem os contactos e esse contacto não foi feito ainda. As notícias não são muitas, o barco continua na posse dos piratas", disse Victor Borges.

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