EUA preocupados apelam a resolução de diferendos

Os Estados Unidos manifestaram hoje preocupação pela tensão em Moçambique, apelando a todos os lados em conflito para resolverem os seus diferendos.

Moçambique vive a sua pior crise política e militar desde a assinatura do Acordo Geral de Paz (AGP) em 1992, após o exército moçambicano ter desalojado na segunda-feira o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, Afonso Dhlakama, da base onde se encontrava aquartelado há mais de um ano, no centro do país.

Afonso Dhlakama e o secretário-geral da Renamo, Manuel Bissopo, fugiram para local incerto e o partido denunciou o acordo de paz assinado em 1992 com a Frelimo.

"Essa declaração preocupa-nos muito", afirmou Linda Thomas-Greenfield, a secretária para os assuntos africanos dos Estados Unidos, sobre a posição da Renamo, acrescentando que "Moçambique é um país que tem avançado de forma muito positiva" e que o Governo norte-americano espera que assim continue.

Linda Thomas-Greenfield afirmou acreditar que a declaração da Renamo é apenas "um contratempo temporário".

A paz em Moçambique beneficiou toda a gente, afirmou, e os Estados Unidos querem "encorajar a Renamo" a "trabalhar no sentido de alcançar soluções pacíficas para as suas preocupações" no âmbito do Governo moçambicano.

"Há uma maneira de fazer isso e estamos a encorajar o Governo a estar também preparado para trabalhar com a Renamo", indicou.

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