Escom inaugura maior edifício de Luanda

O edifício mais alto da capital angolana , com 24 andares e 102 metros de altura, que custou 135 milhões de dólares, vai ser inaugurado pela Escom, do Grupo Espírito Santo, no dia 22 de Setembro, anunciou hoje o investidor.

A obra, que custou 135 milhões de dólares (94,5 milhões de euros) e foi construída pela portuguesa Teixeira Duarte, foi considerada hoje pelo presidente da Escom, Hélder Bataglia, como "muito importante para Luanda e para Angola" e a sua inauguração vai ocorrer com uma festa com 350 convidados.

Iniciado em 2004, o Edifício Escom levou 48 meses a ser concluído e tem uma área de construção de 50 mil metros quadrados, divididos em sectores de escritórios, com 16 mil metros quadrados, habitacional, comercial e com seis pisos subterrâneos para estacionamento.

Toda a área posta à venda, a um preço de 7500 dólares (5250 euros) por metro quadrado, já está entregue.

Devido à dimensão da obra, que, entre outras curiosidades, levou a que fossem escavados cerca de 70 mil metros cúbicos e consumiu mais de 18 mil metros cúbicos de betão, os responsáveis da Escom admitem que houve vários atrasos.

Estes ocorreram ou porque houve alterações ao projecto inicial ou porque "a construtora se deparou com falta de cimento no mercado e dificuldades para retirar do porto contentores com material importado para os acabamentos", explicou Bataglia, também accionista do grupo.

Para contornar as constantes quebras de energia pública ou de água, o Edifício Escom está equipado com quatro geradores com 850 kwa de potência e um sistema de armazenamento e tratamento de água que leva a que este seja auto-suficiente em ambos os casos.

Mas a Escom, que tem no sector imobiliário um dos seus mais fortes componentes em Angola, tem, distribuídos pelas províncias do Zaire, Benguela e Luanda, projectos em curso com 1.600 mil metros quadrados de construção com um investimento de três mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros).

Questionado pela Agência Lusa sobre o impacto da crise económica e financeira internacional, com relevante impacto neste sector, Hélder Bataglia admitiu que esse efeito "já se sente em Angola há vários meses".

Mas, no que toca aos investimentos da Escom, Hélder Bataglia adiantou que, apesar de alguma diminuição da procura que aconteceu, "está-se já na fase de recuperação".

E sustentou que o sucesso da empresa está na "aposta na diversificação" do tipo de construção, com destaque para uma oferta que abarque valores mais altos, como no caso deste edifício, até habitações "mais controladas" entre os 200 e os 600 mil dólares por apartamento.

Outra das razões para que a crise em Angola tenha ou venha a ter menos impacto que noutras latitudes, é, explicou Bataglia, o facto de, segundo dados de consultoras internacionais, como a KPMG, haver uma falta de cerca de um milhão de metros quadrados para as empresas que procuram instalar-se em Luanda.

O edifício da Escom está situado numa das zonas mais nobres de Luanda, entre o Largo do Kinaxixi e o Bairro do Miramar, onde se situam as principais embaixadas no país e onde o Presidente da República tem a sua residência privada.

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