Escândalo de corrupção perturba campanha no Brasil

A revista 'Veja' divulgou neste fim de semana que um dos diretores da petrolífera estatal Petrobas, Paulo Roberto Costa, detido na "Operação Lava Jato" (lavagem expresso), no seu depoimento à Polícia Federal, revelou nomes de parlamentares, ministros e ex-governadores que teriam recebido "luvas" para beneficiarem os negócios da empresa.

Paulo Roberto Costa aceitou um acordo para a redução da pena em troca de colaborar com as investigações. Ele está preso sob a acusação de participar de um esquema de lavagem de dinheiro. Os implicados recebiam 3% dos valores dos contratos assinados entre a petrolífera brasileira e as empresas exteriores que procuravam celebrar contratos com a Petrobras. Estas, segundo o depoimento de Roberto Costa citado pela Veja, eram parte integrante de um sistema complexo de transferência de verbas que acabava por terminava numa entidade que as repartia entre as personalidades da "base de apoio do Governo".

A confirmarem-se estas revelações, a Presidente Dilma Rousseff e o seu partido poderiam estar entre os principais prejudicados nas eleições gerais - presidenciais, legislativas, senatoriais parciais e para governadores de estado - que decorrem a cinco de outubro.

Numa primeira reacção, a Presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, afirmou que quer conhecer os dados oficiais para atuar e que não adotará medidas com base em especulações.

Um outro candidato, Aécio Neves (PSDB) pediu o cabal apuramento do caso e punição para os envolvidos.

Por seu lado, a candidata Marina Silva (PSB) defendeu Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e então candidato pelo partido, que teria sido citado pelo ex-diretor, de acordo com a reportagem. Ela também defendeu o total apuramento dos factos.

Segundo a revista Veja, no seu depoimento, o ex-diretor mencionou o nome de Eduardo Campos, entretanto falecido num acidente de aviação. A revista escreve que o ex-responsável da Petrobras envolveu ainda o nome do secretário nacional de Finanças do PT, João Vaccari Neto, que atuaria como intermediário do partido no esquema.

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