Eleições gerais na Guiné-Bissau podem ser adiadas

As eleições gerais na Guiné-Bissau, marcadas para 24 de novembro, poderão ser adiadas, admitiu o representante especial das Nações Unidas no país, José Ramos-Horta.

Aquele responsável falava na quinta-feira aos jornalistas em Nova Iorque, após uma reunião à porta fechada com os 15 membros do Conselho de Segurança na Organização nas Nações Unidas (ONU).

De acordo com o centro de informação da ONU, Ramos-Horta referiu que "é preferível que as eleições se realizem a 24 de novembro, mas se forem adiadas é para uma data muito próxima".

Ramos-Horta admite que o adiamento possa acontecer devido a dificuldades logísticas e de financiamento.

Apesar de admitir que as eleições podem ser remarcadas sem problemas para uma data próxima a 24 de novembro, o representante da ONU na Guiné-Bissau deixou um alerta: um atraso mais significativo pode "desestabilizar a situação política e colocar em risco tudo o que já se conquistou".

Os militares tomaram o poder num golpe de Estado a 12 de abril de 2012 e o país é agora dirigido por um Presidente e por um Governo de transição.

Ramos-Horta disse ao Conselho de Segurança da ONU que "a situação continua a ser pacífica e que continuam bem encaminhados os esforços para que a Guiné-Bissau regresse à normalidade constitucional".

O representante da ONU no país referiu ainda que o Presidente de transição, Serifo Nhamadjo, já expressou a intenção de enviar uma carta ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pedindo que seja designada uma comissão de investigação internacional ao tráfico de droga e crime organizado na Guiné-Bissau.

Serifo deverá escrever uma segunda carta, acrescentou, para pedir ainda uma investigação aos graves crimes do turbulento passado do país, referiu Ramos-Horta, que classificou os pedidos de averiguação como "corajosos".

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