Durão Barroso espera regresso da calma a Moçambique

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, disse hoje à Lusa esperar que a "calma volte" rapidamente a Moçambique, invertendo a escalada de violência no país, palco de confrontos entre a Renamo e o exército.

"Esperamos evidentemente que Moçambique, que fez um grande esforço para a paz e a reconciliação, possa garantir a estabilidade e a democracia", afirmou à Lusa Durão Barroso em Genebra, onde realiza uma visita oficial à sede da Cruz Vermelha.

O confronto entre elementos afetos à Resistência Nacional Moçambicana (Renamo, principal partido da oposição) e o exército governamental tem afetado nas últimas semanas a zona central do país e o líder do antigo movimento rebelde, Afonso Dhlakama, fugiu da sua base em Sandjudjira, na província de Sofala, encontrando-se em parte incerta.

"Espero que agora a calma volte", disse o presidente da Comissão Europeia, que era secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros durante os acordos de paz em Moçambique, em 1992, que acabou com a guerra civil no país.

"Sei até que ponto o povo moçambicano sofreu durante as várias guerras que o país sofreu", afirmou Durão Barroso, que visitou recentemente Moçambique.

Aí, verificou "a vontade de progresso neste país" mas, para isso, a "primeira condição, uma condição indispensável para o desenvolvimento económico e social, é a paz", que inclui a "reconciliação e o estado de direito" em Moçambique.

Para o dirigente europeu, estas tensões podem colocar em causa o desenvolvimento económico do país.

Na visita oficial a Genebra, o presidente da Comissão Europeia encontrou-se com o suíço Peter Maurer, diretor do Comité Internacional da Cruz-Vermelha (CICR), com quem discutiu um próximo acordo de colaboração entre as duas partes que deverá ser concluído em 2014.

Na reunião, os oficiais abordaram também a situação de conflitos atuais em vários países, entro os quais a Síria, a República democrática do Congo e o Afeganistão.

Durão Barroso recordou que a Comissão Europeia e os seus países-membros contribuem com 60 por cento do orçamento da Cruz Vermelha, cujo trabalho no campo é "excelente", considerando o seu pessoal "verdadeiros heróis".

Por seu turno, Peter Maurer salientou que a independência do organismo a que preside é assegurada pelo apoio de poderes políticos que acreditam na neutralidade e imparcialidade da ação humanitária

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