Dilma atribui críticas de adversária a falta de "experiência"

A presidente do Brasil e candidata a novo mandato, Dilma Rousseff, desvalorizou ontem as críticas de Marina Silva, que não tem "experiência administrativa", e defendeu que a petrolífera Petrobras está acima de quaisquer crimes.

No seu primeiro ato público de campanha, no sábado, a candidata do Partido Socialista Brasileiro às eleições presidenciais de 5 de outubro, defendeu que o Brasil precisa de alguém com "visão estratégica" e não apenas uma "gerente", nome utilizado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), na campanha para as presidenciais de 2010, para designar Dilma Rousseff.

"Acho que o pessoal está confundindo presidente com algum rei ou rainha, que só tem a representação", desvalorizou ontem Dilma Rousseff, numa entrevista coletiva concedida no Palácio da Alvorada.

Só alguém que "nunca teve experiência administrativa" pode achar que "um país da complexidade do Brasil" não tem que "dar conta das obras, programas e relações políticas" que vai executando, ripostou a candidata do PT a um segundo mandato presidencial, afirmando-se mais preocupada com a sua campanha do que com o que dizem de si os seus adversários.

A intenção inicial de Marina Silva era formar o seu próprio partido para se candidatar às próximas presidenciais, mas não conseguiu reunir as 500 mil assinaturas necessárias, pelo que se filiou no PSB, que a designou vice-presidente da lista encabeçada por Eduardo Campos, cuja morte prematura acabou por a catapultar para a liderança.

Atualmente, a ex-senadora, que em 2010 obteve quase 20 por cento dos votos, surge em segundo lugar nas sondagens, atrás de Dilma Rousseff.

Na entrevista coletiva de hoje, Dilma Rousseff falou ainda da situação na petrolífera Petrobras, sublinhando que a instituição está acima de qualquer crime de corrupção que os seus dirigentes ou responsáveis possam ter cometido.

"O Brasil e nós todos temos que aprender que, se pessoas cometeram erros, malfeitorias, crimes, atos de corrupção, isso não significa que as instituições tenham feito isso. Não se pode confundir as pessoas com as instituições", declarou Dilma Rousseff.

A Petrobras "deve ser preservada como instituição", vincou, citada pelo jornal brasileiro O Globo. "A Petrobras é muito maior do que qualquer um dos seus funcionários", reiterou.

A petrolífera, controlada pelo Estado brasileiro, está a ser investigada pela polícia federal, as finanças, o Tribunal de Contas e o próprio Congresso, por alegadas irregularidades.

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