Candidatos à sucessão de Guebuza em campanha

Os três pré-candidatos da Frelimo, partido no poder, às eleições presidenciais de outubro arrancaram, esta semana, com a campanha interna do partido, que será decida no final de fevereiro, procurando apoios na província de Inhambane, sul de Moçambique.

O primeiro-ministro, Alberto Vaquina, e os ministros da Agricultura, José Pacheco, e da Defesa, Filipe Nyussi, foram indicados em dezembro pela comissão política da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) como possíveis candidatos à sucessão do presidente do partido no poder, Armando Guebuza, na Presidência da República, nas eleições gerais de outubro.

Em finais de fevereiro, o comité central da Frelimo escolherá, em definitivo, o candidato do partido às presidenciais, estando já instalada a discussão sobre se o órgão máximo do partido terá que se cingir aos três nomes indicados pela comissão política ou se poderá optar por um outro candidato.

Várias campanhas, sobretudo a nível das redes sociais, foram desencadeadas, apontando outros membros da Frelimo para a sucessão do presidente Armando Emílio Guebuza. Os antigos primeiros-ministros Luísa Diogo e Aires Aly e o ex-presidente do município de Maputo Eneas Comiche têm sido apontados como alternativas aos três designados pela comissão política.

No entanto, o secretário-geral da Frelimo, Filipe Paunde, afirmou recentemente que os três pré-candidatos anunciados serão os únicos considerados pela III sessão do Comité Central da Frelimo, que se realiza de 27 fevereiro a 02 de março.

À margem desta polémica, os três pré-nomeados iniciaram em Inhambane uma espécie de primárias, tendo tido pouco mais de 20 minutos para apresentarem os seus planos de governação e convencerem os simpatizantes da Frelimo naquela região do sul do país.

Nos seus manifestos, Vaquina, Pacheco e Nyussi são unânimes na preservação da paz e unidade nacional como elementos fundamentais para o desenvolvimento do país.

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