Aviões não tripulados vão vigiar estádios brasileiros

Os estádios de futebol em Brasília e no Rio de Janeiro que serão utilizados nos jogos de abertura e encerramento da Taça das Confederações, em junho, serão vigiados por aviões não tripulados, revelou hoje a Força Aérea Brasileira.

"Vamos usar 'drones' para vigiar os estádios de forma segura e sem interferir com o tráfego aéreo que terá restrições durante os jogos", anunciou o diretor do centro de operações aéreas da Força Aérea Brasileira (FAB), Mário Luís da Silva Jordão, em declarações ao portal de notícias da Globo (G1).

Os 'drones' estão equipados com câmaras, radares e sensores para monitorizar o movimento de pessoas ou veículos, voando a uma altitude de 2.000 a 5.000 metros, acrescentou o militar.

A FAB planeia usar duas das suas quatro aeronaves sem piloto Hermes 450, fabricadas pela empresa israelita Elbit, durante a Taça das Confederações, que decorrerá entre 15 e 30 de junho, servindo de teste para o Mundial de Futebol de 2014, que também se realizará no Brasil.

"O objetivo é obter uma visão geral dos estádios, sem criar qualquer risco para as pessoas", justificou Donald Gramkow, comandante do esquadrão Horus, da FAB, responsável pela pilotagem dos aviões, acrescentando que as aeronaves não vão ficar permanentemente em cima da multidão que se encontrará dentro dos estádios, mas antes posicionados em lugares próximos que permitam monitorizar as áreas".

Apesar de não possuírem pilotos a bordo, os aparelhos são controlados a partir de uma base em terra, onde são programadas as rotas e são recebidas, em diversos monitores, os dados e imagens captados pelos 'drones'.

"Não há risco nenhum para as pessoas ao sobrevoarmos os estádios. E nem sempre estaremos em cima da multidão, mas posicionados em regiões próximas, onde é possível ver os arredores e levar as imagens que nos interessam ao centro de comando, como movimentações de públicos específicos, por exemplo. Durante os jogos há um espaço aéreo fechado, em que não é possível o tráfego de aeronaves. Só helicópteros da polícia", explica Gramkow.

A FAB já usou estes aviões não tripulados no ano passado para garantir a segurança de dezenas de chefes de Estado que participaram na cimeira das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável (Rio+20).

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