Autoridades pedem a civis para despirem uniformes militares

Exército e polícia dizem que há muitos “mascarados” a cometerem crimes. Medida é tentativa para prevenir instabilidade durante a campanha para a segunda volta das presidenciais.

As autoridades da Guiné-Bissau pediram hoje à população para não usar roupas semelhantes à dos militares. Este é uma das medidas de prevenção para a segunda volta das presidenciais, marcada para 26 de Julho.

“O Comissariado Geral da Polícia de Ordem Pública, em colaboração com o Estado-Maior General das Forças Armadas (…), solicita a toda a população que se abstenha de utilizar fardas militares, para militares ou roupas semelhantes”, refere o documento.

O exército pediu ainda aos “comerciantes para cessarem, por enquanto, a venda de todo o tipo de vestuário”, parecido com aquele utilizado pelas forças de segurança.

Segundo o Governo, vários indivíduos utilizam aquele tipo de vestuário para “realizar acções criminosas, pondo em causa o bom-nome e o prestígio das Forças Armadas e da Polícia de Ordem Pública”.

Nos últimos dias, a Polícia tem obrigado pessoas a despirem peças de roupa que se parecem com uniformes.

A Guiné-Bissau vai realizar a segunda volta das presidenciais do país a 26 de Julho. Na corrida estão Malam Bacai Sanhá, do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e Kumba Ialá, do Partido de Renovação Social (PRS).

As presidenciais antecipadas realizam-se após o assassínio do Presidente “Nino” Vieira, a 02 de Março, horas depois de um atentado à bomba ter provocado a morte do chefe das Forças Armadas, Tagmé Na Waié.

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