Comunidade internacional fracassou na Síria

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch denunciou hoje o que considerou o "fracasso da comunidade internacional" na Síria, por "se dar prioridade" à participação do regime sírio na conferência de paz 'Genebra 2'.

A comunidade internacional atuou com "máxima precaução" para evitar que o regime de Bashar al-Assad não participasse na conferência, que começa na quarta-feira em Montreux, na Suíça, enquanto no terreno prossegue o drama dos deslocados pelo conflito, afirmou o diretor executivo da Human Rights Watch (HRW), Kenneth Roth, na apresentação do relatório anual da ONG.

Os acordos para a destruição de armas químicas são "sem dúvida importantes", mas isso não deve deixar esquecer que as "armas convencionais" causaram a maioria das vítimas na guerra civil na Síria, disse.

A comunidade internacional e, especialmente os Estados Unidos, mostrou-se "mais preocupada" em manter o compromisso com a realização da conferência do que em pôr fim ao drama dos deslocados ou à repressão da oposição, acrescentou.

Para a HRW, perdeu-se a oportunidade de "aumentar a pressão sobre Bashar al-Assad", com uma resolução contundente da ONU relativamente à situação dos deslocados e do resto da população civil.

Roth destacou ainda as torturas sistemáticas e execuções de milhares de opositores detidos na Síria, desde o início do conflito, em 2011, denunciadas pela ONG e por ativistas dos direitos humanos. O conflito provocou já 130 000 mortos, de acordo com as Nações Unidas.

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