Chipre está preparado para saída da Grécia da zona euro

Atenas tem de pagar em abril 450 milhões ao FMI e gastar 2400 milhões em títulos. Governante diz que, por agora, coisas estão bem.

O presidente de Chipre afirmou ontem que o seu país tem estado a preparar-se para uma possível saída da Grécia na zona euro - o chamado Grexit - e sublinhou que o sistema bancário cipriota está agora imune à crise helénica. Nicósia foi obrigada a pedir um resgate em 2013 para os seus bancos, debilitados pela exposição à Grécia.

"Várias medidas têm sido delineadas e todos os exercícios foram feitos para testar a nossa resposta de emergência a um cenário de "Grexit"", garantiu ontem Nicos Anastasiades, que sublinhou não querer contemplar essa possibilidade. "No entanto, quero assegurar-vos que todos os exercícios de resposta de emergência foram feitos, em caso de uma eventualidade".

Anastasiades anunciou ainda que Chipre irá levantar na segunda-feira todos os controlos de capitais, num sinal de confiança no sistema bancário nacional. A ilha do Mediterrâneo foi, até ao momento, o único país na zona euro a impor controlo de capitais, depois de, em 2013, o seu sistema bancário ter implodido e se ter assistido a uma corrida massiva ao levantamento de depósitos. Na altura, os bancos cipriotas registaram 4,5 mil milhões de euros - o equivalente a 25% do PIB do país - em perdas por causa dos títulos de dívida grega que haviam adquirido em 2011.

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