Cameron quer limitar atribuição de número de segurança social a imigrantes

O primeiro-ministro britânico voltou hoje à carga contra os imigrantes. Num artigo publicado pelo 'Sunday Telegraph', David Cameron, conservador, defendeu que "o direito de imigrar na UE deve estar no centro das negociações na Europa".

Segundo um outro jornal britânico, o 'Sunday Times', o chefe do Governo britânico pretende impor um limite à atribuição de "national insurance number", uma espécie de número da segurança social necessário para se trabalhar no Reino Unido, aos imigrantes menos que tenham baixas qualificações.

O objetivo, diz a publicação, é tentar travar os abusos de benefícios sociais por parte de imigrantes no Reino Unido. Mas, sublinha, é também responder à subida do partido eurocético Ukip de Nigel Farage. Este venceu as eleições europeias de maio, conseguiu eleger o primeiro deputado para a câmara dos Comuns este mês, graças à dissidência desse deputado dos conservadores para o Ukip. Agora ameaça repetir o feito nas eleições parciais de dia 20 em Rochester and Strood. Também nesta circunscrição o deputado eleito trocou o partido de Cameron pela formação política eurocética de Farage.

Eurodeputado, eurocético, o líder do Ukip defende a saída do Reino Unido da UE, regras duras para os imigrantes em solo britânico. Recentemente defendeu que os imigrantes com HIV/sida não deveriam poder estar no Reino Unido.

Numa reação às intenções de David Cameron, que também já prometeu fazer um referendo sobre a saída do país da UE se for reeleito em maio de 2015, o presidente cessante da Comissão Europeia, Durão Barroso, aconselhou ontem os britânicos a não tentarem reescrever o princípio da liberdade de movimentos e de pessoas no espaço da União Europeia.

"A liberdade de circulação é um princípio muito importante do mercado único. O meu conselho para o Reino Unido é que não ponham em causa este prinícipio", afirmou Barroso em declarações à BBC.

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