Cameron diz que não paga 2,1 mil milhões para a UE, Bruxelas ameaça com multa

1 de dezembro promete ser um dia importante para a UE: o polaco Donald Tusk assume a presidência do Conselho Europeu, França e Alemanha anunciam o seu plano para estimular o investimento e o crescimento no espaço europeu e o Reino Unido promete não pagar a sua contribuição para o orçamento comunitário. Apesar da ameaça de multa ontem brandida pela Comissão Europeia, o primeiro-ministro David Cameron voltou a garantir que os britânicos "não pagarão dois mil milhões de euros a ninguém a 1 de dezembro". Bruxelas teme que a recusa possa abrir uma caixa de Pandora.

"Vamos bater-nos através de todos os meios possíveis. O montante e o calendário desta exigência são inaceitáveis", afirmou ontem o chefe do Governo britânico, numa intervenção que fez na câmara dos Comuns para explicar o resultado da última cimeira europeia. Enquanto esta decorria na semana passada o jornal Financial Times publicava a lista de valores devidos atualizados por países, após o fecho de contas e de acordo com a nova forma de contabilização do PIB posta em prática pelo Eurostat. A grelha revelada mostra que, entre os 28 Estados membros, o Reino Unido teria que pagar 2,1 mil milhões de euros, a Holanda 642 milhões, a Itália 340 milhões, Portugal teria a receber meio milhão.

"Não seria uma surpresa que se pedisse ao Reino Unido que pagasse um pouco mais este ano porque a sua economia cresceu 3% ao ano e as outras economias europeias avançam de forma mais lenta. Mas nunca aconteceu termos de pagar dois mil milhões de euros, ou seja, 20% da nossa contribuição líquida do ano passado", disse Cameron, que garantiu contar com o "apoio da Itália, Holanda, Malta, Grécia, entre outros". E sublinhou ainda: "Dois mil milhões de euros é mais do que a contribuição bruta de certos países. Não são trocos. Trata-se de dinheiro que pertence aos contribuintes britânicos"

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